O acidente vascular cerebral

15/09/2023

O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE), popularmente chamado de “derrame” é a segunda principal causa de morte no Brasil. As mulheres são as principais vítimas do AVC.

O AVC divide-se em dois grandes grupos:

-AVC isquêmico: quando a circulação de sangue para determinada região do encéfalo é interrompida por uma obstrução do vaso sangüíneo

-AVC hemorrágico: quando há rompimento de um vaso sangüíneo, causando sangramento em uma região do encéfalo.

Nos dois tipo de AVC os sintomas manifestam-se de maneira súbita, com instalação em minutos a horas. O indivíduo poderá apresentar diversas alterações em separado ou combinadas:

-Formigamento e/ou perda de sensibilidade de um lado do corpo

-Alteração da fala (arrastada ou não compreensível)

-Fraqueza/perda de força muscular de um lado do corpo/ desvio da boca

-Alteração do equilíbrio, com dificuldade para caminhar ou até permacer de pé/tonturas

-Alteração/perda da visão

-Sonolência/perda da consciência/desorientação

-Dor de cabeça forte e súbita

Na maioria dos casos, o AVC está relacionado a doenças, que se tratadas, poderiam ter evitado o seu acontecimento:

-Hipertensão arterial sistêmica (“pressão alta”)

-Diabetes Mellitus (“açúcar no sangue”)

-Dislipidemia (“Colesterol ou gordura no sangue”)

-Tabagismo

-Etilismo

-Cardiopatias (doenças cardíacas, dentre elas alguma arritimias)

-Excesso de peso

O AVC é uma emergência médica. Ao desconfiar-se de que o indivíduo está sofrendo um AVC, o mesmo deve receber atendimento médico o mais rápido possível. As primeiras horas são fundamentais e definidoras para o tratamento do paciente, que pode necessitar de drogas venosas (trombolíticos) que quebrem o coágulo que obstrui o vaso, procedimentos endovasculares (cateteres que são guiados por dentro do vaso até o sítio do problema) ou mesmo de neurocirurgias.

Passada a fase aguda, o tratamento deve ser continuado mediante acompanhamento com neurologista e reabilitação com equipe multidisciplinar (fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais).

Esse texto tem o objetivo trazer informação de qualidade e de fácil compreensão para o público leigo, não tem cunho científico e não se trata de recomendação terapêutica. A melhor forma de tirar suas dúvidas é conversando com seu médico.

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